Avaliação Estatísticas da Efetividade de Protocolos de Reabilitação Fisioterapêutica

Autores

  • Ana Beatriz dos Santos Pascoal
  • João Paulo de Arruda Campos Godoy
  • Lucas Souza Cardoso

  • Introdução

    Os protocolos de fisioterapia respiratória são documentos que especificam os  tratamentos fisioterapêuticos mais recomendados para o paciente, baseado na condição de saúde do mesmo. Esses documentos são detalhados com critérios, parâmetros e padrões para a utilização de técnicas e procedimentos específicos. Estes protocolos visam garantir atualidade do tratamento e otimizar os resultados, mesmo sabendo que não são os mesmos procedimentos para todos os lugares, variando a nível nacional, embora existam diretrizes e normas gerais estabelecidas pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).


    Existem outros protocolos para cada uma das áreas da fisioterapia, como o caso da pneumologia, que visa desde a remoção de secreções e melhora da ventilação até o fortalecimento muscular e a reabilitação pulmonar. Assim como todo protocolo fisioterapêutico, eles não são absolutos, variando tratamento de acordo com condição clínica do paciente, o tipo de doença pulmonar, a gravidade dos  sintomas e a resposta individual à

    terapia.


    Como os protocolos tem que seguir  normas, porém não são os mesmos em toda localidade, eles possuem eficácia para os pacientes, sabendo que cada organismo é diferente? Como saber, qual protocolo usar em determinado paciente? Sabendo que varia dependendo da localidade, foi decidido que Centro de Estudos e Atendimento em Fisioterapia e

    Reabilitação (CEAFIR), será de pesquisa para avaliar a eficácia dos protocolos de fisioterapia da equipe de pneumologia neste estabelecimento.

  • Objetivos

    O objetivo deste projeto é realizar uma avaliação estatística da

    efetividade dos protocolos de reabilitação fisioterapêutica utilizados no

    centro de fisioterapia. Através da coleta e análise de dados clínicos e

    funcionais de pacientes atendidos, buscaremos identificar os principais

    fatores que influenciam o processo de recuperação e medir a eficácia dos

    diferentes protocolos terapêuticos adotados.


    A proposta visa integrar conhecimentos estatísticos com a prática

    clínica fisioterapêutica, permitindo uma análise baseada em evidências que

    contribua para a otimização dos tratamentos. Acreditamos que essa

    colaboração interdisciplinar pode oferecer insights relevantes para o

    aprimoramento contínuo das abordagens terapêuticas, beneficiando tanto os profissionais quanto os pacientes atendidos.

  • Metodologia

    A ideia inicial é coletar dados de pacientes que estão em processo de

    reabilitação para analisar, com ferramentas estatísticas, quais fatores

    influenciam na recuperação e qual protocolo tem apresentado melhores

    resultados. 


    Para isso, vamos precisar identificar quais são os principais protocolos

    de tratamento utilizados atualmente, definir quais informações e variáveis

    são importantes de acordo com a área da fisioterapia que fomos cooperar

    (como idade, tipo de lesão, tempo de recuperação, nível de dor, entre outros) e ter acesso, com a devida autorização e respeitando o sigilo, aos dados clínicos dos pacientes que aceitarem participar do estudo.


    Com os dados em mãos, vamos organizar e analisar essas informações usando métodos estatísticos que já aprendemos e outros que vamos estudar com apoio dos nossos professores. A intenção é transformar os dados em conhecimento útil para ajudar na tomada de decisões e no aprimoramento dos tratamentos fisioterapêuticos.

  • Referencias

    [1] LIEBANO, R. E. et al. Principais manobras cinesioterapêuticas manuais

    utilizadas na fisioterapia respiratória: descrição das técnicas. Revista de

    Ciências Médicas, v. 18, n. 1, p. 35–45, 1 jan. 2009.


    [2] ALONSO LÓPEZ, J.; MORANT, P. Fisioterapia respiratoria:

    indicaciones y técnica. Anales de Pediatría Continuada, v. 2, n. 5, p.

    303–306, jan. 2004.


    [3] CARLOS et al. Uma visão da prática da fisioterapia respiratória:

    ausência de evidência não é evidência de ausência. Arquivos Médicos do

    ABC, v. 32, 20 dez. 2007.BHATT, S. et al. The global distribution and burden of dengue. Nature, v. 496, ed. 7446 p. 504-507, 25 abr. 2013. Disponível em: . Acesso em: 30 mar. 2025.


  • Agradecimentos

    Agradecemos ao Professor Klaus Schlunzen Júnior pela orientação como Coautor e cooperação durante o período de realização do projeto e pelo

    financiemento desta impressão.


    Agradecemos o Professor Leandro Cruz e a equipe do CEAFIR pelo uso dos

    dados e pela cooperação para a realização deste projeto.